quarta-feira, 15 de outubro de 2008
terça-feira, 9 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Várias Vidas
Ao ver o cartaz cultural da Sic Notícias que apresentava uma reportagem sobre os "Desenhos de escritores" na Museu Colecção Berardo no CCB, as palavras do seu comissário, o ex ministro da cultura francês Jean Jacques Lebel tocaram-me e gostava de as partilhar: "Ter apenas uma vida é extremamente aborrecido. Portanto é muito importante ter a coragem de viver várias vidas numa - ser um artista, um cidadão activo na sociedade, ser um escritor, realizador de cinema, um artista de palco, um poeta, porque não? Espero que ao verem este espectáculo, as pessoas se sintam encorajadas a mudar a sua vida quotidiana. É isso que é suposto a arte fazer."
terça-feira, 26 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Três coisas...
Hoje aprendi três coisas: que a América se divide em quatro partes, do Norte, Central, Sul e o Machu Pichu, que a Serafina tem num ninja e aprendi finalmente o que é bombordo e estibordo e proa e popa.
sábado, 26 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
50 anos da Carta a Salazar
Portugal beneficiou com a coragem de D. António Ferreira Gomes
Um grupo de cidadãos de Coimbra recordou o 50.º Aniversário do «Pró-Memória» a Salazar, escrito por D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, com uma homenagem cívica”. “O gesto do bispo do Porto teve um alcance nacional” – disse à Agência ECCLESIA José Manuel Pureza, professor da Universidade de Coimbra e um dos organizadores da homenagem. E acrescenta: “fomos nós, enquanto país, que fomos beneficiados pela coragem cívica e pastoral do bispo do Porto”.
Na intervenção que fez no acto cívico, José Manuel Pureza afirmou que a Carta de D. António Ferreira Gomes (datada de 13 de Julho de 1958) “foi, de alguma maneira, a abertura católica ao «obviamente demito-o» que, também nesse ano, foi lançado sobre o ditador”.
Um documento que questionou os “pilares ideológicos da ditadura” – disse José Manuel Pureza. A carta levanta a questão “da abertura ao pluralismo político dos católicos”. E acrescenta: “um verdadeiro sacrilégio para o salazarismo”. Ao longo das páginas da Carta, o bispo do Porto aponta também os princípios básicos da Doutrina Social da Igreja contra “a organização económica e social que o fascismo nos estava a impor”. Um gesto que fica para a história como “prelúdio” da quebra do salazarismo.
D. António Ferreira Gomes põe por escrito aquilo que é “uma denúncia muito profunda do salazarismo”. E adianta: “não é uma irritação de circunstância, mas um gesto espiritualmente fundado”.
O pluralismo de caminho para semear o Evangelho é a pedra de toque do bispo do Porto. A carta é “um gesto de denúncia e de anúncio” – sublinhou o professor universitário. E finaliza: “este documento dá voz a uma inquietação que estava instalada em alguns meios católicos”.
In Agência Ecclesia
Um grupo de cidadãos de Coimbra recordou o 50.º Aniversário do «Pró-Memória» a Salazar, escrito por D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, com uma homenagem cívica”. “O gesto do bispo do Porto teve um alcance nacional” – disse à Agência ECCLESIA José Manuel Pureza, professor da Universidade de Coimbra e um dos organizadores da homenagem. E acrescenta: “fomos nós, enquanto país, que fomos beneficiados pela coragem cívica e pastoral do bispo do Porto”.
Na intervenção que fez no acto cívico, José Manuel Pureza afirmou que a Carta de D. António Ferreira Gomes (datada de 13 de Julho de 1958) “foi, de alguma maneira, a abertura católica ao «obviamente demito-o» que, também nesse ano, foi lançado sobre o ditador”.
Um documento que questionou os “pilares ideológicos da ditadura” – disse José Manuel Pureza. A carta levanta a questão “da abertura ao pluralismo político dos católicos”. E acrescenta: “um verdadeiro sacrilégio para o salazarismo”. Ao longo das páginas da Carta, o bispo do Porto aponta também os princípios básicos da Doutrina Social da Igreja contra “a organização económica e social que o fascismo nos estava a impor”. Um gesto que fica para a história como “prelúdio” da quebra do salazarismo.
D. António Ferreira Gomes põe por escrito aquilo que é “uma denúncia muito profunda do salazarismo”. E adianta: “não é uma irritação de circunstância, mas um gesto espiritualmente fundado”.
O pluralismo de caminho para semear o Evangelho é a pedra de toque do bispo do Porto. A carta é “um gesto de denúncia e de anúncio” – sublinhou o professor universitário. E finaliza: “este documento dá voz a uma inquietação que estava instalada em alguns meios católicos”.
In Agência Ecclesia
segunda-feira, 21 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
“Vinde a Mim
todos os que andais cansados e oprimidos.”
Mt 11, 28
A vida é para acolher
Estes dias de sol radioso, cheios de uma luz que convida a saborear a beleza que nos rodeia, são um já um convite a férias. E lembro o que há dias uns tios meus me contavam sobre a vida dura do campo de há 40 anos, quando na ceifa se trabalhava do nascer ao pôr do sol e o único dia em que se descansava era o do “Corpo de Deus”.
O que será a vida de tantos que neste mundo tão diverso e injusto desconhecem essa palavra “mágica” que evoca algumas saudades do paraíso? É verdade que o relato da criação proclama esse descanso semanal (tão impossível para muitos e tão desperdiçado por outros tantos!), dia de louvor e contemplação, dia de comunhão com os outros e de projecto de novos sonhos, mas quantos o conseguem saborear?
As férias surgem então como um tempo de re-criação. Um tempo que, para muitos é um “dolce fare niente”, um tempo livre mas que tantas vezes se torna ocasião de novas “escravidões” quando a moda ou a publicidade absorvem o tempo do encontro consigo próprio e com os outros. Que o cansaço pede descanso é algo que o ritmo diário bem lembra. Mas existem muitas formas de descanso e a mais bela é a de quem criou e sonha novas criações. Um descanso que permite agradecer tudo o que enche a nossa vida. Aquele descanso que produz harmonia e paz, o descanso de quem se sente abraçado, aquele que é feito do acolhimento de inúmeras coisas simples que já esquecemos como são importantes!
Jesus vive um constante acolhimento. Hoje quase nos diz que Ele é também o “subsídio de férias” dos discípulos. A promessa de alívio aos que andam cansados e atribulados tem a sua raiz nessa paz que só Ele consegue dar. A paz que tem nome de perdão, e também de alegria, de aconchego, de esperança e de futuro. Sim, não temos férias só por causa do passado, nem para fazer tudo o que não pôde ser feito. Aprendo com Jesus que esse tempo de libertação está, principalmente, orientado para o futuro. Porque a mansidão e humildade de coração são condições para viver o tempo de um modo mais salvo. Viver o tempo com o sabor da eternidade, com a espantosa grandeza que cada momento encerra. E para isso é preciso praticar o acolhimento, abrir largamente os braços e abraçar tudo o que está cheio de vida.
Que vamos fazer das nossas férias? E os que as não têm, o que podemos fazer por eles? Que qualidade de acolhimento podemos projectar, pessoal e comunitariamente, ou será que também as nossas paróquias “vão de férias”? E ir de férias é desvalorizar o quotidiano em troca do extraordinário?
P. Vítor Gonçalves
todos os que andais cansados e oprimidos.”
Mt 11, 28
A vida é para acolher
Estes dias de sol radioso, cheios de uma luz que convida a saborear a beleza que nos rodeia, são um já um convite a férias. E lembro o que há dias uns tios meus me contavam sobre a vida dura do campo de há 40 anos, quando na ceifa se trabalhava do nascer ao pôr do sol e o único dia em que se descansava era o do “Corpo de Deus”.
O que será a vida de tantos que neste mundo tão diverso e injusto desconhecem essa palavra “mágica” que evoca algumas saudades do paraíso? É verdade que o relato da criação proclama esse descanso semanal (tão impossível para muitos e tão desperdiçado por outros tantos!), dia de louvor e contemplação, dia de comunhão com os outros e de projecto de novos sonhos, mas quantos o conseguem saborear?
As férias surgem então como um tempo de re-criação. Um tempo que, para muitos é um “dolce fare niente”, um tempo livre mas que tantas vezes se torna ocasião de novas “escravidões” quando a moda ou a publicidade absorvem o tempo do encontro consigo próprio e com os outros. Que o cansaço pede descanso é algo que o ritmo diário bem lembra. Mas existem muitas formas de descanso e a mais bela é a de quem criou e sonha novas criações. Um descanso que permite agradecer tudo o que enche a nossa vida. Aquele descanso que produz harmonia e paz, o descanso de quem se sente abraçado, aquele que é feito do acolhimento de inúmeras coisas simples que já esquecemos como são importantes!
Jesus vive um constante acolhimento. Hoje quase nos diz que Ele é também o “subsídio de férias” dos discípulos. A promessa de alívio aos que andam cansados e atribulados tem a sua raiz nessa paz que só Ele consegue dar. A paz que tem nome de perdão, e também de alegria, de aconchego, de esperança e de futuro. Sim, não temos férias só por causa do passado, nem para fazer tudo o que não pôde ser feito. Aprendo com Jesus que esse tempo de libertação está, principalmente, orientado para o futuro. Porque a mansidão e humildade de coração são condições para viver o tempo de um modo mais salvo. Viver o tempo com o sabor da eternidade, com a espantosa grandeza que cada momento encerra. E para isso é preciso praticar o acolhimento, abrir largamente os braços e abraçar tudo o que está cheio de vida.
Que vamos fazer das nossas férias? E os que as não têm, o que podemos fazer por eles? Que qualidade de acolhimento podemos projectar, pessoal e comunitariamente, ou será que também as nossas paróquias “vão de férias”? E ir de férias é desvalorizar o quotidiano em troca do extraordinário?
P. Vítor Gonçalves
quinta-feira, 3 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Lisboa Bike Tour 2008
Apesar de não haverem fotos e de a prova não ter corrido nada bem a nível técnico ficam alguns pensamentos sobre a prova que tive a oportunidade de participar este Domingo:
- Fica-se com o rabo dorido no dia seguinte para não dizer nos vários dias seguintes;
- Sol abrasador no tabuleiro da ponte Vasco da Gama;
- Segundo a organização parece que as pessoas não têm sede durante a prova e as bicicletas nunca têm problemas técnicos visto que não há distribuição de bebidas nem assistência técnica durante a prova;
- Passei e parti à frente de 8000 pessoas que pagaram 60 euros para participar na prova ao apanhar o último autocarro para o tabuleiro na ponte.
Bom, foi uma experiência engraçada embora me tenha chateado muito com o que aconteceu com a minha bicicleta e de neste momento estar com o rabo dorido.
Foi bom perceber que ainda sei andar de bicicleta e que o velho ditado de que "quem aprendeu a andar de bicicleta nunca esquece" é verdade e foi muito bom voltar a recordar sensações da minha infância.
- Fica-se com o rabo dorido no dia seguinte para não dizer nos vários dias seguintes;
- Sol abrasador no tabuleiro da ponte Vasco da Gama;
- Segundo a organização parece que as pessoas não têm sede durante a prova e as bicicletas nunca têm problemas técnicos visto que não há distribuição de bebidas nem assistência técnica durante a prova;
- Passei e parti à frente de 8000 pessoas que pagaram 60 euros para participar na prova ao apanhar o último autocarro para o tabuleiro na ponte.
Bom, foi uma experiência engraçada embora me tenha chateado muito com o que aconteceu com a minha bicicleta e de neste momento estar com o rabo dorido.
Foi bom perceber que ainda sei andar de bicicleta e que o velho ditado de que "quem aprendeu a andar de bicicleta nunca esquece" é verdade e foi muito bom voltar a recordar sensações da minha infância.
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